Atualmente, o open finance já está mudando a forma como as empresas negociam crédito.
Por muitos anos, isso significava aceitar a proposta do banco, com pouca margem para comparação. Nesse relacionamento com a instituição, o tempo de conta e as garantias disponíveis tinham um peso muito grande.
Mas, agora, existe a possibilidade de compartilhar seu histórico financeiro com organizações autorizadas.
Então, a PME pode usar suas próprias informações para comparar ofertas e negociar melhores condições.
Quanto mais dados a empresa organiza e apresenta, mais argumentos ela tem para defender uma proposta adequada ao seu perfil.
Como funciona o open finance e o que muda em relação ao open banking?
O open banking começou focado apenas nos dados bancários. Depois, evoluiu para o open finance e passou a incluir no mesmo ecossistema:
- investimentos;
- câmbio;
- previdência;
- seguros;
- crédito.
Dessa forma, a PME passa a ter uma visão completa da própria vida financeira. Consequentemente, o mercado pode analisar mais do que um cadastro ou documentos isolados.
Ou seja, a empresa consegue apresentar informações consistentes e comparar taxas, prazos e condições entre diferentes propostas.
E esse impacto já aparece no setor de crédito. Segundo o Banco Central, entre 2021 e junho de 2025, R$ 31 bilhões em operações de crédito tiveram origem na análise de dados compartilhados pelo open finance.
O que muda na negociação de crédito com o open finance?
Antes, a negociação para conseguir crédito dependia muito de documentos, como balanços e demonstrativos de resultados, e do relacionamento com o banco.
Só que, agora, dois elementos ganham mais importância:
- o histórico financeiro da própria empresa;
- os critérios usados na análise de crédito.
Assim, a empresa consegue participar de forma ativa nesse processo.
Por que o histórico financeiro da empresa importa?
Além de representar o tempo de existência da empresa, o histórico financeiro mostra como ela administrou seus recursos nesse período.
Por isso, não tem problema se uma PME for nova. O importante é ter registros organizados e relevantes para a análise de crédito.
Em compensação, uma empresa antiga pode ter mais dificuldade se nunca estruturou essas informações.
Quanto mais consistente for o histórico apresentado, maior será a base para comparar propostas e discutir condições.
Quais critérios de análise ganham importância com dados abertos?
Quem oferece crédito pode analisar diferentes indicadores para entender o perfil financeiro da empresa. Portanto, conhecer esses critérios ajuda a PME a se preparar melhor.
Entre os principais, estão:
- concentração de recebimentos;
- sazonalidade do faturamento;
- prazo médio de recebimento;
- estabilidade do fluxo de caixa.
Assim, a companhia consegue entrar na negociação com informações concretas. Em vez de apenas perguntar qual taxa está disponível, pode apresentar seu histórico e buscar uma condição compatível com seu perfil.
Como usar o open finance a favor da empresa?
O open finance fortalece a negociação quando a empresa usa seus registros de forma estratégica. Para isso, algumas práticas fazem diferença:
- Leve indicadores, não apenas documentos: concentração de recebimentos, prazo médio e previsibilidade do caixa ajudam a mostrar o perfil do negócio.
- Compare propostas com os mesmos critérios: taxa, prazo, carência e garantias devem ser avaliados lado a lado.
- Use o histórico financeiro como argumento: um fluxo de caixa consistente pode ajudar a PME a defender condições mais adequadas.
- Compartilhe dados com critério: o consentimento deve ocorrer com instituições reguladas e para uma finalidade bem definida.
Open finance vale a pena? O que ele não resolve sozinho?
O open finance amplia a visibilidade sobre a situação da empresa. Contudo, ele não corrige uma carteira mal administrada nem substitui a disciplina financeira.
Se a empresa tem alta concentração de clientes ou enfrenta inadimplência recorrente, as informações também vão mostrar esses problemas. Por isso, a organização interna continua sendo fundamental.
Sendo assim, o open finance tende a gerar mais valor para operações que já mantêm seus indicadores financeiros em dia. Afinal, quanto melhores os registros apresentados, maior a capacidade de usá-los na negociação.
O papel da Captar nessa nova forma de negociar crédito
Ter mais dados disponíveis não significa que a empresa sabe usá-los numa negociação.
Para fazer os indicadores renderem propostas melhores, as PMEs podem contar com o apoio da Captar. Ajudamos os negócios a encontrar as operações de crédito mais adequadas, com análise técnica e acompanhamento em cada etapa.
Quer entender como isso funciona? Conheça as nossas soluções e descubra a melhor forma de estruturar o crédito da sua empresa.
Perguntas frequentes
O que é open finance e como ele afeta as PMEs?
É o compartilhamento consentido de dados financeiros entre instituições autorizadas pelo Banco Central. Para as PMEs, isso amplia a base de informações usada para comparar propostas de crédito e negociar com mais argumentos.
O open finance é seguro?
Sim. O compartilhamento de dados segue regras de segurança e consentimento definidas pelo Banco Central, e só ocorre entre instituições autorizadas a participar do sistema.
É obrigatório aderir ao open finance para conseguir crédito?
Não. A empresa pode buscar financiamento sem participar do sistema. Porém, o compartilhamento autorizado, sempre por consentimento do titular dos dados, pode dar mais elementos para a análise de crédito.
O open finance garante crédito mais barato?
Não. O open finance facilita o acesso e o compartilhamento de informações, mas não garante taxas menores. A condição final depende do perfil da empresa, da análise de risco e da estrutura de cada proposta.
Como comparar propostas de crédito de forma estratégica?
A empresa deve analisar taxa, prazo, carência e garantias em conjunto. Além disso, precisa considerar como cada proposta se encaixa no seu ciclo financeiro. Isso evita escolher uma linha apenas pela menor taxa e permite avaliar o custo e as condições de forma mais completa.