Hoje em dia, a gestão de recebíveis vai muito além do simples controle de pagamentos.
Com dados e automação, as empresas conseguem acompanhar diversos indicadores em tempo real, desde o comportamento dos sacados até a concentração da carteira.
A partir dessas ferramentas de monitoramento, análise e organização, é possível aplicar inteligência estratégica ao controle de recebíveis. Dessa forma, o negócio tem condições de se proteger da inadimplência em tempo hábil.
Por que a planilha não é suficiente para gerir os recebíveis?
Existe uma limitação importante das planilhas em relação à gestão de recebíveis. Esses documentos registram o que já aconteceu, mas não analisam os dados de forma contínua.
Já as ferramentas de monitoramento cruzam dados, como histórico de pagamentos e prazo médio, de forma automática.
Assim, a empresa pode ter mais previsibilidade financeira, já que depende menos de conferências manuais e rapidamente identifica as mudanças na carteira.
Quais indicadores a tecnologia ajuda a monitorar?
A leitura estruturada da carteira depende de vários fatores. Abaixo, separamos os principais para você conferir:
- DSO (Days Sales Outstanding): mostra o prazo médio entre a venda e o recebimento.
- Aging da carteira: distribui os títulos por prazo de vencimento e atraso, como a vencer, de 0 a 30 dias, de 31 a 60 dias e acima de 60 dias.
- Concentração por sacado: mostra quanto da carteira depende dos maiores clientes.
- Índice de renegociação: indica quantos títulos precisam de novos prazos.
- Perda esperada: estima quanto dos recebíveis pode não entrar.
As ferramentas de análise cruzam esses indicadores automaticamente. Portanto, a empresa tem uma avaliação completa da carteira sem esperar o fechamento do mês.
Quais riscos a tecnologia identifica antes de afetar o caixa?
Existem diversos movimentos que podem passar despercebidos numa planilha manual.
Mas, com a tecnologia, fica mais fácil mantê-los no radar. Estes são alguns dos mais relevantes:
- clientes que atrasam com frequência;
- setores que aumentam prazos;
- concentrações que sobem drasticamente em um único sacado.
Com esse conhecimento, o negócio consegue tomar as medidas necessárias, como revisar limites e direcionar melhor a cobrança.
Dessa maneira, a organização pode se proteger da inadimplência antes que se torne recorrente.
Como a governança de dados fortalece a gestão de recebíveis?
Em primeiro lugar, vale apresentar a definição de governança de dados. Esse conceito se refere à forma como a empresa organiza, documenta e protege as informações da carteira.
Essas práticas são fundamentais para a companhia estruturar operações de crédito, como antecipação de recebíveis e securitização. Na hora de precificá-las, os investidores e estruturadores valorizam:
- indicadores organizados;
- política de crédito documentada;
- critérios claros de concessão.
Além disso, a segurança da informação ajuda a manter a confiabilidade da carteira.
Ou seja, além de a tecnologia trazer eficiência, ela funciona como uma alavanca de gestão estratégica e de competitividade financeira para a empresa.
Como colocar a tecnologia para trabalhar na gestão de recebíveis?
Seu negócio não precisa começar com um sistema complexo. O mais importante é investir em três frentes: organização da carteira, monitoramento dos indicadores e análise dos dados para orientar decisões.
Trazendo esses aspectos para o dia a dia, eles se traduzem em ações como:
- Padronizar o cadastro dos sacados.
- Consolidar a carteira em uma única base digital.
- Automatizar o acompanhamento dos principais indicadores.
- Criar faixas de risco por sacado e alertas para mudanças relevantes.
- Documentar a política de crédito e revisá-la periodicamente.
Dessa forma, a empresa pode tomar decisões mais ágeis e estruturar futuras operações de crédito com facilidade.
Transforme tecnologia em inteligência para sua carteira
Na Captar, entendemos que a tecnologia e a política de governança impactam positivamente a gestão de recebíveis.
Com esses dois fatores, a empresa se antecipa ao identificar riscos e toma decisões mais rápidas e seguras.
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Perguntas frequentes
O que é gestão de recebíveis com dados?
É o uso de sistemas para acompanhar indicadores e comportamentos da carteira. Assim, a empresa identifica riscos com mais rapidez e apoia suas decisões em informações concretas.
O que são DSO e aging?
DSO é o prazo médio entre venda e recebimento. Já o aging distribui os títulos conforme o prazo de vencimento e atraso. Juntos, eles ajudam a mostrar o comportamento da carteira.
Como a tecnologia pode ajudar a reduzir a inadimplência?
Ao monitorar atrasos, renegociações e mudanças no comportamento dos sacados, a empresa identifica sinais de risco antes que eles se agravem. Dessa forma, consegue agir mais rapidamente para reduzir a inadimplência.
Qual a diferença entre planilha e gestão de recebíveis com tecnologia?
A planilha depende de atualizações manuais. Já os sistemas acompanham os indicadores continuamente e alertam sobre mudanças relevantes na carteira.
Preciso de um sistema complexo para começar?
Não. Porém, a empresa precisa organizar o cadastro dos sacados, centralizar as informações e criar alertas para os principais indicadores. Assim, estabelece uma rotina de acompanhamento mais eficiente.