Por que apostar em recebíveis como estratégia financeira para PMEs?

Pessoa avaliando recebíveis como estratégia financeira.

Você ainda vê os recebíveis apenas como valores futuros em planilhas? Na verdade, esses recursos podem funcionar como ativos com identidade e liquidez próprias.

A mudança de função dos recebíveis vem, principalmente, de uma maior facilidade de análise no cenário atual. 

Afinal, há pouco mais de uma década, antecipar recebíveis exigia documentos físicos e conferências manuais. 

Mas agora, uma boa parte desse processo acontece em sistemas digitais. Ou seja, os registros eletrônicos ampliaram a rastreabilidade dos títulos e facilitaram a avaliação deles.

Como a digitalização mudou a antecipação de recebíveis?

A primeira mudança foi operacional. Hoje, as empresas já usam soluções tecnológicas, como:

  • notas fiscais eletrônicas;
  • conciliação automática;
  • integração entre ERPs e plataformas de crédito;
  • assinaturas digitais.

Dessa forma, as etapas que dependiam de conferências manuais podem acontecer online, com trilhas de auditoria. 

Com isso, os financiadores conseguem analisar carteiras com mais agilidade, enquanto as empresas ganham tempo para acessar recursos.

Como o registro trouxe rastreabilidade aos recebíveis?

O registro em infraestruturas autorizadas pelo Banco Central contribuiu para os ativos se tornarem mais rastreáveis.

No caso dos recebíveis de cartão, a Resolução CMN nº 4.734/2019 e a Circular BCB nº 3.952/2019 estabeleceram regras para o registro, em vigor desde junho de 2021.

Assim, os financiadores conseguem consultar informações sobre os recebíveis e suas titularidades. Isso diminui o risco de duplicidade de cessão e facilita a verificação da carteira durante a análise de crédito.

O que é duplicata escritural e como ela padronizou os recebíveis?

A Lei nº 13.775/2018 instituiu a duplicata escritural, que permite emitir e movimentar duplicatas em meio eletrônico. 

Além disso, a regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central estabeleceu regras para os sistemas de escrituração.

A partir desse padrão, os financiadores podem analisar títulos de forma mais estruturada. Dessa maneira, uma carteira com muitos sacados não precisa depender da conferência manual de cada documento.

Quem financia recebíveis atualmente?

Com ativos mais padronizados e rastreáveis, mais financiadores conseguem avaliar carteiras de PMEs. Entre eles, estão:

  • Securitizadoras: estruturam operações com carteiras de recebíveis.
  • FIDCs: sigla para Fundos de Investimento em Direitos Creditórios. Essas instituições compram recebíveis de empresas e antecipam esses recursos. 
  • Fintechs de crédito: usam integrações com sistemas de faturamento para agilizar a análise.

Cada modelo avalia o perfil de uma carteira por critérios diferentes. Por isso, as condições oferecidas para uma mesma operação podem variar.

Como os recebíveis organizados favorecem o capital de giro para PMEs?

A principal mudança está no acesso ao crédito. Em contextos anteriores, a maioria das análises dava mais peso ao patrimônio da empresa. Mas, atualmente, a qualidade dos recebíveis e o fluxo de caixa também podem sustentar uma operação.

Assim, uma PME com bons sacados e uma carteira organizada pode encontrar alternativas de capital de giro sem depender exclusivamente de garantias imobiliárias. Para isso, porém, precisa demonstrar a qualidade dos ativos. Os seguintes cuidados ajudam a sua empresa nesse processo:

  • Documentação do lastro: comprove a entrega dos produtos ou a prestação dos serviços.
  • Política de crédito comercial: defina critérios de aprovação e limites por cliente.
  • Concentração por sacado: monitore a participação de cada cliente na carteira.
  • Aging atualizado: acompanhe os vencimentos e concilie faturamento e recebimentos.

Com essas medidas, a governança financeira contribui para o acesso ao crédito. Por isso, é interessante organizar a carteira antes de precisar de recursos.

Recebíveis bem estruturados abrem portas, mas exigem o parceiro certo

A modernização do mercado trouxe mais alternativas de financiamento para PMEs. 

Na Captar, ajudamos empresas a organizar recebíveis e estruturar operações de crédito sob medida, com acompanhamento em cada etapa do processo. 

Precisa de ajuda com isso? Conheça nossas soluções e descubra como transformar recebíveis em capital disponível.

Perguntas frequentes

O que são recebíveis?

São os valores que uma empresa tem a receber de clientes, geralmente por vendas ou serviços a prazo. Quando são organizados e documentados, podem servir como ativos para operações de crédito.

O que é antecipação de recebíveis?

É a transformação de valores a receber em caixa antes do vencimento, por meio da cessão do crédito a um financiador. Em troca, a empresa recebe o valor antecipado com desconto.

Vale a pena antecipar recebíveis?

Depende do custo e da finalidade da operação. Quando a antecipação preserva a condição comercial e custa menos do que perder uma venda ou ficar sem caixa, pode ser uma alternativa vantajosa.

O que é duplicata escritural e por que ela importa?

É a duplicata emitida e movimentada eletronicamente. Ela padroniza etapas como emissão, aceite e endosso, facilitando a análise e a negociação dos títulos.

Uma PME sem imóvel em garantia consegue capital de giro?

Sim. Dependendo da operação, o financiador pode avaliar o fluxo de caixa, a qualidade dos sacados e a concentração da carteira. Portanto, o patrimônio imobiliário não é a única forma de sustentar uma análise de crédito.

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